CTeMe

_____________________ Em_processo:

_____________________
Manual de Operações:

| edit SideBar

Mudanças Recentes
Versão para Impressão
História da Página
Editar

Agora, antes, depois

Memories of Ancestral Power (The Moro Movement in the Solomon Islands

english below

Linhas ancestrais não podem ser quebradas. Sem elas não há infância. Sem elas não é possível sonhar direito. O rio flui, ele está se transformando continuamente, se movendo continuamente, ainda que seja sempre um rio. Agora, antes, depois. Como tal, assim é a linha de você até seus ancestrais, para além do que é físico há uma corrente inquebrável. Ela não pode ser vista, mas pode ser sentida. Você pode chamar isso de uma certa ânsia por certas comidas, por certas experiências, por um certo tipo de pessoa. Você pode chamá-la de "natureza". Pois o que é a natureza senão a execução de um plano superior? A encorporação de alguma inteligência mais ampla ou total que pode ser concebida com uma. E na medida em que a ciência descobre mais sobre a aparente existência de um propósito ou conciência em todas as coisas, também concluirá que aquilo que você chama de seus gostos e desgostos, atrações e repulsões, a expressão de sua personalidade em suas predileções, nada mais é do que a expressão desta mesma corrente de inteligência. E essa inteligência é a sabedoria de seus ancestrais, a sabedoria da era de além dos limites copóreos (corporeal), acumulado através das gerações. Eles não estão tão longe da trilha, os cientistas, quando sondam por essa corrente no mundo minúsculo do não visto, mas sua insistência no uso das metáforas do mundo físico sempre os impedirá de realmente tocá-la.

Bill Viola
-Nota, 19 de fevereiro de 1977
[em retorno das Ilhas Salomão]

Ancestral lines cannot be broken. Without them there is no childhood. Without them there can be no right dreams. The river flows, it is continually changing, continually moving, yet it is always a river. Now, before, after. As such, so is the line from you to your ancestors, for outside the physical there is an unbroken thread. It cannot be seen, yet can be felt. You may call it a déjà-vu, an unconscious sense of familiarity about a certain place or circumstance. You may call it a certain yearning for certain foods, for certain experiences, for a certain type of person. You may call it your "nature". For what is nature but the execution of some master plan? The embodiment of some intelligence too broad or whole to be conceived of as one. And just as science discovers more about the apparent existence of a purpose or consciousness in all things, so too will they realize that what you call your likes and dislikes, attractions and repulsions, your personality expressed in your like things, is nothing more than the expression of this same thread of intelligence. And this intelligence is the wisdow of your ancestors, the wisdow of age beyond the limits of the corporeal, accumulating down through the generations. They are not so far off the track, those scientist people, when they probe into the tiny world of the unseen for this thread, yet their insistence on the use of the metaphors of the physical world will prevent them from ever really touching it.
-Note, February 19, 1977
[upon return from the Salomon Islands]

(clique no mapa para ver melhor!)


Os brancos desenham suas palavras porque seu pensamento é cheio de esquecimento. Nós guardamos as palavras dos nossos antepassados dentro de nós há muito tempo e continuamos passando-as para os nossos filhos. As crianças, que não sabem nada dos espíritos, escutam os cantos do pajés e depois querem ver os espíritos por sua vez. É assim que, apesar de muito antigas, as palavras dos xapiripë sempre voltam a ser novas. São elas que aumentam nossos pensamentos. São elas que nos fazem ver e conhecer as coisas de longe, as coisas dos antigos. É o nosso estudo, o que nos ensina a sonhar. Deste modo, quem não bebe o sopro dos espíritos tem o pensamento curto e enfumaçado; quem não é olhado pelos xapiripë não sonha, só dorme como um machado no chão.

Quando viajei para longe, vi a terra dos brancos, lá onde havia muito tempo viviam seus ancestrais. Visitei a terra que eles chamam Europa. Era sua floresta, mas eles a desnudaram pouco a pouco cortando suas árvores para construir suas casas. Eles fizeram muitos filhos, não pararam de aumentar, e não havia mais floresta. Então, eles pararam de caçar, não havia mais caça também. Depois, seus filhos puseram-se a fabricar mercadorias e seu espírito começou a obscurecer-se por causa de todos esses bens sobre os quais fixaram seu pensamento. Eles construíram casas de pedra, para que não se deteriorassem. Continuaram a destruir a floresta, dizendo-se: "Nós vamos nos tornar o povo das mercadorias! Vamos fabricar muitas delas e dinheiro também! Assim, quando formos realmente muito numerosos, jamais seremos miseráveis!". Foi com esse pensamento que eles acabaram com sua floresta e sujaram seus rios. Agora, só bebem água "embrulhada", que precisam comprar. A água de verdade, a que corre nos rios, já não é boa para beber.

acrópole de Atenas

Page last modified on 01 de março de 2010, às 21h28
Theme by Theron Parlin - wiki