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*Área Interna _____________________ Discussões: _____________________ Instruções _____________________ |
(tecni)cidadesTecnologia e sociedade em contextos urbanos.MOTE.01: "A cidade é o correlato da estrada. Ela só existe em função de uma circulação e de circuitos; ela é um ponto assinalável sobre os circuitos que a criam ou que ela cria. Ela se define por entradas e saídas, é preciso que alguma coisa aí entre e daí saia. Ela impõe uma frequência. Ela opera uma polarização da matéria, inerte vivente ou humana; ela faz com que o phylum, os fluxos passem aqui ou ali, sobre as linhas horizontais. É um fenômeno de trans-consistência, é uma rede, porque ela está fundamentalmente em relação com outras cidades. Ela representa um limiar de desterritorialização, pois é preciso que o material qualquer seja suficientemente desterritorializado para entrar na rede, submeter-se à polarização, seguir o circuito de recodificação urbana e itinerária." (Deleuze e Guattari, Mil Platôs 5?, pag.122) MOTE.02: "Apesar das investigações comprobatórias sobre traçados urbanos, a cidade não foi prioritariamente percebida como habitat humano penetrado por uma via de locomoção rápida (rio, estrada, litoral, via férrea...). Ao que parece, esqueceu-se que a rua é tão somente uma estrada atravessando uma aglomeração urbana, ainda que, a cada dia, entretanto, a legislação sobre a "limitação da velocidade" dos veículos nas cidades nos evoque essa continuidade do deslocamento, do movimento, que apenas a lei da velocidade pode modular. A cidade é apenas uma paragem, um ponto sob a via sinóptica de uma trajetória, antigo talude de fortificação militar, plataforma de vigilância, fronteira ou margem, onde se associam instrumentalmente o olhar e a velocidade de locomoção dos veículos. Como já disse em outra oportunidade, existe apenas a "circulação habitável(...)" (Paul Virilio, Velocidade e Política, 21) MOTE.03: " A cidade sempre foi uma caixa de velocidades, uma espécie de caixa de câmbio. A organização das cidades são as ruas. O que são ruas? Correrias. Na grécia eles não dizem rua, dizem "uma corrida" (dromos). Enquanto as possibilidades de aceleração eram desprezíveis a a cidade definida muito mais por muralhas que por auto-estradas, acreditava-se que as cidades não organizavam a velocidade. Apesar disso, quando se examina o planejamento urbano grego (a cidade de Mileto, p. exemplo), o planejamento colonial ou o dos acampamentos romanos, vê-se bem que as estradas são retilíneas. Trata-se de uma organização da velocidade para drenar as populações o mais rápido possível para as portas da cidade, para os arredores. Uma cidade não é simplismente um lugar onde se vive, é acima de tudo uma encruzilhada." (Paul Virilio, Guerra Pura, 66)
ESTUDO DE CASO 1: O METRÔ DE SÃO PAULO ESTUDO DE CASO 2: A ATIVAÇÃO DO ESPAÇO URBANO PELO SKATE |